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Opinião

Sistema imunitário:ajude o seu corpo a mantê-lo saudável

06 de Janeiro de 2021

«Somos o que comemos» e somos tão mais saudáveis, fortes e resistentes quanto aquilo que comemos. O outono já chegou e, com ele, constipações, gripes e mazelas de um sistema imunitário mais fragilizado (por exemplo, qualquer infeção). Palavra de ordem: fortalecer. Como sempre, o nosso comportamento é um fator a ter em conta.

Antes de mais, e considerando a época que atravessamos, é importante ressalvar que toda a informação relativa aos alimentos que ajudam a fortalecer o sistema imunitário não é um método, uma cura, ou uma forma de combater (nem qualquer outra coisa associada) ao novo vírus SARS-Cov 2. E também não é garantia de que ingerindo estes alimentos não vai apanhar nenhuma infeção, ou constipar-se, uma vez que existem vários fatores que poderão debilitar o sistema imunitário. Mas o facto é que o nosso sistema imunitário, através das suas células, tem capacidade de nos proteger e combater infeções.
Quando o corpo não consegue fazer sozinho esse trabalho e ficamos doentes, recorremos ao médico.

O grupo de alimentos ricos em Vitamina C é talvez o mais conhecido pela generalidade das pessoas no fortalecimento do sistema imunitário. Seja pela voz das avós («Come laranjas para não te constipares!»), ou pela do amigo que nos diz para irmos comprar à farmácia buscar vitamina C quando nos ouve espirrar («foi assim que não piorei da minha constipação»). A vitamina C, que podemos encontrar nas reconhecidas laranjas, no kiwi, mas sobretudo na salsa, nos pimentos, nos brócolos, nos espinafres, nos morangos, contribui para o bom funcionamento do sistema imunitário e tem propriedades antioxidantes que ajudam a proteger as células.

Há outras vitaminas igualmente importantes no reforço do sistema imunitário, como as do complexo E, por exemplo, (óleo de milho, óleo de amendoim, azeite), por isso, uma alimentação variada terá maior possibilidade de abranger todas as necessidades.

Além das vitaminas, há minerais e micronutrientes importantes no reforço do sistema imunitário e cuja ingestão deve ser diária, uma vez que o nosso organismo não o produz nem possui reservas, o zinco. Alimentos de origem animal, como o marisco, o peixe, o queijo, a carne, os ovos contêm zinco.

O selénio também tem propriedades antioxidantes e faz parte do grupo de aliados do sistema imunitário: atum, bacalhau, salmão, carne, queijo, arroz e frutos secos (sobretudo a castanha do Pará) ou sementes (de abóbora, por exemplo).

O iogurte, que ajuda a combater inflamações do intestino, e o alho, um protetor sobretudo de infeções do sistema digestivo e doenças inflamatórias, também são alimentos a consumir com este objetivo.
Se mantivermos uma alimentação variada, e mantendo presente a roda dos alimentos, estaremos a fortalecer o nosso organismo e os meios naturais que ele possui para combater infeções.

Algumas plantas, raízes ou tubérculos, consumidos, por exemplo, em chás, também podem ser considerados no fortalecimento do sistema imunitário, mas é importante ressalvar que neste caso, não basta a intuição ou uma sensação de segurança por ser “apenas” um chá ou um remédio natural. Há plantas que têm de respeitar dosagens, ou que têm contraindicações, principalmente no que diz respeito a grávidas, latentes, pessoas com doenças diagnosticadas ou que tomem alguma medicação. Por isso, se estiver a pensar optar por alguma, não o faça sem aconselhamento de um técnico e mantenha o seu médico informado.

A revista italiana «Bem-Estar» de agosto de 2020, num artigo escrito por uma farmacêutica e especialista no estudo e aplicação de plantas medicinais, Stefania la Badessa, seleciona algumas plantas que podem ajudar a fortalecer o sistema imunitário (mas neste caso, de acordo com a especialista, deve começar a preparar-se logo no verão), como o astrágalo, o alcaçuz, ou a equinácea.

Comer bem e ajudar o nosso corpo não é intuitivo para toda a gente, por isso, se precisar, pode encontrar a roda dos alimentos no sítio da Direção Geral da Saúde. E incluir alguns destes alimentos nos grupos respetivos.
 
Fontes: Cuf (www.cuf.pt), Lusíadas (www.rotasaude.lusiadas.pt), Bayer (vitaminas.bayer.pt)