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Opinião

Pais sustentáveis fazem bem à família, à sociedade e ao ambiente

06 de Janeiro de 2021

Um dos tópicos centrais da contemporaneidade é sem dúvida a sustentabilidade. Cada dia que passa, o nosso planeta azul enfrenta grandes problemas e diversidades que necessitam de uma ação urgente e coordenada. Entre eles destacam-se: o desaparecimento das florestas, a extinção de algumas espécies, a degradação do solo, o aquecimento global, a pobreza, entre tantos outros.

Em virtude disto, precisamos todos de assumir que a natureza e o ambiente não são uma fonte inesgotável de recursos, e que a sua proteção e utilização racional é mais do que necessária, é imperativa.

Compreendo que a chave da sustentabilidade reside na transversalidade; quer isto dizer que a sustentabilidade tem de ser entendida como um conteúdo ligado ao conhecimento e, por isso, como uma nova forma de repensar a relação do homem com a natureza, baseada na integralidade das diferentes dimensões: ecológica, política, económica, tecnológica, social, legislativa, cultural e estética, nunca esquecendo os valores.

Enquanto pais temos uma enorme responsabilidade na educação dos nossos filhos. Mas enquanto “pais sustentáveis” essa responsabilidade é ainda maior. Deverá ser, pois, nosso objetivo garantir as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras.

A consciencialização acerca da sustentabilidade centra-se na educação ambiental. A educação deve ser o caminho para a salvação do planeta e a conservação do que ainda nos resta em recursos naturais. Cada um de nós faz uma grande diferença no mundo.

Na realidade, nós somos o exemplo, a referência e o modelo a seguir para os nossos filhos. Os nossos gestos, as nossas ações, sejam elas quais forem, serão imitadas e repetidas por eles na sua vida adulta, muitas vezes quase que automaticamente. Desta forma, uma base assente em critérios sustentáveis servir-lhes-á para formarem critérios mais sólidos nas suas decisões no futuro.

Connosco, eles poderão aprender a separar o lixo, a comprar com sacos de pano para não usar os de plástico, a procurar alimentos ecológicos nas mercearias locais, a saberem ler as etiquetas para identificarem os ingredientes que fazem mal à saúde, a reutilizar mobiliário, roupa e brinquedos, a adotarem animais, também a não desperdiçar água, luz ou alimentos e, claro, a dar graças por terem um mundo tão belo que não deve ser maltratado. E isso faz bem à família, à sociedade e ao ambiente.

No entanto, percebo como o medo desta pandemia do coronavírus esteja a paralisar a sociedade e como o nosso instinto de autoproteção nos faz reagir a utilizar mais plásticos e mais materiais descartáveis. Mas penso que é importante pensarmos que aquilo que fazemos ao meio ambiente é o que fazemos a nós próprios. Se, por exemplo, contaminamos o ar e as águas, essa contaminação vai acabar por chegar até nós, de uma maneira ou de outra. Por isso, considero que a recuperação económica deva vir de braço dado com a recuperação do meio ambiente mediante o investimento em alternativas sustentáveis.

Este é o grande desafio que enfrentamos no nosso desenvolvimento como seres e pais éticos e sustentáveis. O valor da corresponsabilidade exige que assumamos a obrigação de nos comprometermos e que sejamos coerentes na nossa maneira de pensar e de agir. Se assim o fizermos, o impacto dos nossos esforços individuais no mundo em que vivemos e as pequenas mudanças que estabelecermos poderão (e farão) toda a diferença. Afinal, estamos a pedir o planeta terra emprestado aos nossos filhos!