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Opinião

Os «Sete R» em ação

17 de Setembro de 2021

Certamente já nos habituámos a ouvir e a aplicar a política dos “Três R” – Reduzir, Reutilizar e Reciclar, prioridades a respeitar por esta ordem no que respeita à gestão adequada dos produtos e resíduos. Ainda na abordagem destas palavras começadas pela letra R, podemos estender a reflexão e ser um pouco mais minuciosos no seu conteúdo, falando assim não de três mas de “Sete R”: Repensar, Recusar, Reduzir, Reparar, Reutilizar, Reintegrar e Reciclar.

O Repensar deve ser a primeira fonte de inspiração e corresponde a um questionamento sobre a necessidade ou não de adquirir um determinado produto e sobre as suas características (se preciso mesmo, de onde vem, com que materiais é construído, por quem).
O segundo, Recusar, é uma prática muito fácil se pensarmos nas embalagens que muitas vezes nos oferecem e são desnecessárias.
Claro que os anteriores R são parte do esforço fundamental que é Reduzir. Se pensarmos que em média cada europeu por ano consome 16 toneladas de materiais das quais resultam seis toneladas de resíduos, percebemos que quando falamos de economia circular a redução deve ser absolutamente prioritária.

Surge depois o Reparar. É impressionante como no caso de muitos equipamentos a sua reparação sai mais cara do que adquirirmos um novo. Isso só acontece porque os materiais ainda são muito baratos, mas acima de tudo porque os produtos não foram pensados para serem facilmente arranjados e parte do lucro está nos consumíveis e na manutenção pelo que o preço de compra é por vezes muito atraente.

A Reutilização é um R que também caiu em desuso. Quantas vezes no passado não devolvíamos na mercearia ou no supermercado embalagens de leite, iogurtes, refrigerantes, entre outras, quando comprávamos uma nova?

O Reintegrar tem muito que ver com o devolver diretamente à Terra aquilo que poderia ser desperdício e que assim vai voltar a fazer parte do ciclo natural. Se pensarmos que cerca de 40% dos resíduos urbanos são materiais fermentáveis ou biorresíduos que podem ser compostados, mesmo numa varanda ou num pequeno quintal, originando materiais que podemos colocar no solo ou em vasos com plantas, percebemos que este deve ser o caminho mais fácil a seguir do que enviá-los em conjunto com o resto do lixo.

Sobre a Reciclagem, esta é uma componente fundamental de todo este conjunto de palavras começadas por R, mas que aparece apenas no fim e mesmo assim está tão longe de ser levada a sério face às percentagens relativamente baixas que encaminhamos para a recolha seletiva, nomeadamente de plásticos, papel e cartão, metais e vidro. Levemos estes R a sério e o R de Resíduos ficará minúsculo.