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Lançamento

08/Jun

Nove meses com Deus

Ficha Técnica
Título: Preparação para o nascimento
Autor: Éline Landon
Categoria: Família
Formato: 14.00 cm x cm 21.00
Páginas: 112

A gravidez é um hino à vida e é um milagre, principalmente na vida de uma mulher. Esta afirmação é-nos bem confirmada através das páginas de um livro muito simples dedicado à gravidez, à sua preparação, aos nove meses de gestação e aos primeiros tempos do recém-nascido.

O livro tem por título Preparação para o nascimento – nove meses com Deus. E a autora é Éline Landon, mãe de três filhos. A PAULUS Editora achou que era uma obra que merecia ser traduzida por apelar ao realismo integral durante o processo natural da gravidez e para apoio humano e espiritual das grávidas e das mulheres que querem ser mães.

Na verdade, a gravidez também significa acolhimento espiritual de um filho, porque uma criança é dom e não um dever nem um castigo, como já ouvi dizer a algumas mães.

Para um fim tão estimulante, a autora convida-nos a uma leitura que percorre a Bíblia. A Bíblia tem efetivamente pedagogia bastante para se sonhar e desejar uma gravidez e para a apoiar da forma mais excelente possível.

Logo à partida, pensemos na dificuldade que muitas vezes existe de engravidar. Por este motivo, a autora convida-nos a abrir o 1.º livro de Samuel (1,7-18), onde se fala de Ana, que veio a ser mãe do grande profeta Samuel (o que ungiu os dois primeiros reis de Israel, Saul e David). Mas esta mulher era estéril, já velha e por isso completamente desesperada. No entanto, curioso é ver como se comporta e como consegue levar a efeito uma gravidez que já tardava.

Com Sara e Tobias (a história deste jovem casal está no Livro de Tobias), a autora leva-nos à descoberta da primazia do casal: está primeiro, e a sua solidez é necessária para fazer nascer um filho com sucesso. É que a mulher, antes de ser companheira sexual, é verdadeira «irmã» da humanidade do homem.

Chega depois o momento de se contar com mais um ser humano no mundo. Anuncia-se um filho (ler a história da Anunciação do Senhor em Lc 1,26-38), porque, primeiro, se apresentou por si próprio sem pedir licença a ninguém. Um filho é uma surpresa de Deus a seus pais, a seus familiares e ao mundo inteiro, quer se queira quer não. E desde que uma vida começa, Deus nunca mais dela Se retira. Ao criar um bebé, Deus faz algo de extraordinário, embora (quase) sempre de forma ordinária.

Caia-se na conta do milagre de um filho quando aparece. Para a gestação, há milhões de possibilidades, mas só uma se tornou possível, como se pode admirar no Salmo 139: «Eu te agradeço tão grande prodígio!» Haverá ideia de tudo o que o nosso corpo fará para se adaptar à vida de um novo ser?

Uma vez nascido, o filho separa-se da mãe, começa uma existência autónoma. Normalmente a mãe vive também a sua vida (quase) sempre por perto dele. No entanto, há momentos em que se separa mesmo. Lembro-me bem quando isso acontecia à minha mãe por trabalhar e não poder levar o bebé com ela. Mas «pode uma mãe esquecer o filho de suas entranhas?» Era o que perguntava o grande profeta Isaías em 49,14-15, talvez lembrando-se das separações forçadas que observava na sociedade do seu tempo.

O filho cedo começa a ser uma criancinha que cresce a olhos vistos. Então impõe-se a contemplação dos anos de crescimento do rebento com os mesmos olhos com que Jesus olhava para as crianças, que O levava a dizer: «Só entra no Céu quem for como as crianças.» (Cf. Mt 18,1-5)

Também acontece, em conformidade com o que as mães contam, que um filho salta de alegria ainda no ventre, como em Lc 1,39-56. Aqui a autora recomenda: «Falemos logo desde o início e durante toda a gravidez de Jesus ao nosso filho. O que é que eu faço viver à minha criança?»

Há também a enorme tarefa de dar-lhe um bom nome (Mt 1,21; Lc 1,57-66): que seja escolhido antes do parto.

A tempestade do parto, acalmada como em Mt 8,23-27. A “cascata das águas” do pintor japonês Hokusai é uma muito apropriada referência ao rebentar das águas na iminência do parto. Toda a criação sofre e geme as dores do parto (o judeu São Paulo refere-se bem a isso em Rm 8,22).

Vem a natividade, como em Lc 2,1-20. É certo que todos os partos são trabalhosos e todas as mulheres os enfrentam com ansiedade: «Senhor se estivesses aqui, isso seria muito bom. Preciso de ti.» Esta é uma boa e breve oração para as parturientes que as leva a rezar a mesma oração de Marta que precedeu a estupenda ressurreição de seu irmão Lázaro.

Depois, nem há como imaginar uma mulher a cuidar, tantas vezes penosamente e com afã, do seu filhote. Aí somos novamente acompanhados pelo profeta Isaías, em 66,7-14. Como também se pode pegar no livro do Cântico dos Cânticos (que é um drama para namorados) e ver como o amado salta à frente da noiva como um veado feliz, e esta o contempla da janela (Ct 2,8). Para uma mãe, o verdadeiro amado é agora o seu bebé.

Finalmente, apresentemos também o nosso filho a Deus, tal como Jesus foi levado ao Templo e anunciado pelo sacerdote que nele pegou como Messias de Israel.

«O que virá a ser este Menino?» (Lc 1,67-80) Mães, levem muitas vezes o vosso filhinho à Casa do Senhor; ponham-no, como me fizeram a mim, em cima do altar. Isso será decisivo para o futuro do vosso filho. Também não tardeis a celebração do Batismo. Hoje em dia há cada vez mais gente que não batiza os filhos, principalmente nas primeiras semanas. Não há coisa melhor a dar a nossos filhos senão o próprio Deus e a sua graça, e quanto antes melhor!