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10/Abr

- Sala cheia para falar de Amor e Família

O anfiteatro do Colégio São Tomás de Aquino em Lisboa encheu-se para o lançamanento do novo livro do Pe. Duarte da Cunha, «Só o amor gera vida». A obra do secretário-geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, foi apresentada esta quinta-feira, por D. Nuno Brás, bispo auxiliar de Lisboa, e por Maria João e Henrique Leitão, um dos casais pertencente às equipas de casais de Nossa Senhora com quem o Pe. Duarte trabalhou durante anos.

O Pe. Rui Tereso, diretor da PAULUS Editora, agradeceu a «confiança» depositada na editora para a edição desta obra, que será «útil» a muitos casais e tem um «timing muito importante, por nos encontrarmos no período entre os dois sínodos sobre a Família».

D. Nuno Brás, destacou a clareza de ideias do Pe. Duarte da Cunha. «É muito interessante ler este livro porque a certa altura nos deparamos com esta clareza de ideias do Pe. Duarte, e vemo-nos muitas vezes a dizer "é isto mesmo"», disse o bispo auxiliar de Lisboa à plateia que enchia por completo o auditório. O prelado citou várias passagens do livro, onde o Pe. Duarte «retrata o nosso tempo com uma linguagem muito clara». «O Pe. Duarte diz que viver como uma família cristã é algo que nos faz felizes, e isto é importante de salientar, porque viver como família é uma felicidade que não faz desaparecer os sofrimentos e as dificuldades, mas é um testemunho vivo», defendeu.

Maria João Leitão fez a sua apresentação da obra colocando questões que o próprio livro respondia e defendeu que «o livro traduz uma amizade do Pe. Duarte por todos os casais e a confiança da Igreja na nossa capacidade para compreender e conhecer o amor». Maria João Leitão afirmou à plateia que «o objetivo é dar a entender as razões mais profundas do Amor, do que é amar e ser amado. Não nos dá técnicas nem teorias, mas um critério para avaliarmos toda a nossa vida de casais, e isso é uma preciosidade».

O Prémio Pessoa de 2014, Henrique Leitão, começou por agradecer todo o trabalho desenvolvido pelo Pe. Duarte da Cunha com as equipas de casais e a relação de amizade que daí ficou até aos dias de hoje. «A atualidade do livro, embora não esteja talhado para resolver problemas de agora, está em recordar a absoluta centralidade da vida na fé para as famílias», onde, para o historiador, «nós, cristãos, temos falhado».

Por fim, o autor agradeceu de forma humilde a todos os presentes, afirmando que «o amor é algo que envolve a pessoa toda, não é só aquilo que gosto ou não gosto». Defende o autor que «Cristo é o máximo potenciador da humanidade» e que «a família é a célula da sociedade porque é uma experiência de amor». O encontro terminou com o desejo do Pe. Durte da Cunha de que os casais pudessem «ler a obra em família» ou usá-la «com grupos ou outras reflexões».