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07/Jul

- Pe. Nuno Westwood apresenta «devaneios de uma alma caprichosa»

O Pe. Nuno Westwood apresenta esta quinta-feira no salão paroquial da Igreja de São Julião da Barra, o livro Renascer... do medo à confiança. Este é o primeiro título da autora Raquel Dias, que nos leva de um modo intimista e poético através de um autorretrato de conversão. Este pequeno livro de mensagens apresenta os «devaneios de uma alma caprichosa», como gosta de caracterizar a autora.
No prefácio, o Pe. Nuno Westwood explica que a expressão bíblica «“não tenhais medo” continua viva e atual nos nossos dias. A Raquel acolheu o desafio de “escancarar as portas do coração a Cristo” e decidiu arriscar.» Deste modo, a autora «pôde fazer a experiência do amor insondável de Deus na sua vida e foi constatando, lentamente, como, apesar dos seus medos, dúvidas e insucessos, Deus não deixou de a conduzir e amar».
Raquel Dias diz que este livro é um testemunho da sua caminhada desde que voltou para a Igreja. «Andei muito afastada durante mais de 20 anos. Fiz a primeira comunhão e depois afastei-me, cresci e fiz a minha vida toda, orgulhosamente só.» Mas há dois anos e meio uma missa de Profissão de Fé de uma sobrinha marca uma reviravolta na vida da autora. A homilia «não me fazia lembrar nada a imagem da igreja que me lembrava de pequenina, muito centrada no pecado e não no amor», refere Raquel Dias. A partir daí e dos convites da família, a autora começa um percurso que passou pela participação na Eucaristia Dominical, depois pelo Curso Alpha e variadas responsabilidades na paróquia de São Julião da Barra. Foi esta comunidade que que «me acolheu de braços abertos e me ajudou a caminhar e foi nela que descobri que nunca tinha deixado de acreditar, apenas tinha deixado adormecer essa parte de mim».
O livro Renascer... do medo à confiança surge da recolha de pensamentos soltos e sentimentos partilhados. Para Raquel Dias a dificuldade era a oração individual. «Eu achava que já não sabia rezar e isso angustiou-me. Como não sabia como falar, comecei a escrever. E assim foram surgindo esses textos.»