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14/Jul

- Lançamento do livro «Renascer»

Renascer - Do Medo à Confiança é o título do livro de Raquel Dias, lançado no salão paroquial da Igreja de São Julião da Barra.

Num discurso pessoal e intimista, a obra retrata um percurso de reconversão de alguém que, após a primeira comunhão decidiu afastar-se durante mais de 20 anos. A aproximação deu-se há quase 3 anos atrás, numa missa de profissão de fé, em que o discurso de amor surpreendeu a autora. Quis descobrir mais, voltou a mais uma missa e a curiosidade continuou a crescer.

O responsável pelas homilias foi o pe. Nuno Westwood, que agora prefaciou e apresentou o livro de Raquel. O mesmo que lhe sugeriu a frequência do curso "Alpha", curso que aprofundou a vontade da Raquel de se integrar na paróquia de São Julião onde encontrou, nas palavras da própria, acolhimento e onde aprendeu que mesmo nas adversidades "podemos confiar neste Deus de bondade, de misericórdia."

Nas palavras da autora, o livro surgiu de uma dificuldade em rezar "achava que não sabia rezar, não sabia como é que havia de falar com Ele. Então comecei a escrever sobre homilias, leitura, e pouco a pouco fui-me apercebendo que os textos que eu escrevia eram a minha maneira de rezar." Com o livro, foi-se apercebendo de que era possível renascer do medo à confiança e aceitar assim o desafio deixado pelo Papa Francisco.

Utilizando uma expressão de Santo Agostinho, Tarde Te conheci, tarde Te amei, Raquel deixou a certeza de que nunca é tarde para redescobrir Deus. "Nunca é tarde para experimentar as maravilhas que Deus opera em nós e eu sou a prova viva disso."

O pe. Nuno, responsável pela compilação de textos, explicou que "o livro aconteceu de forma inesperada, estas vivências todas que a Raquel foi tendo permitiram que fosse expressando a sua oração através da escrita». Surgiu de uma proposta que lhe "lançou para o ar" e que ela acolheu e materializou, "a partir de sentimentos soltos, de conversas partilhadas, de lágrimas e sorrisos. Se virem, não há uma sequência lógica de textos", continuou, exemplificando que há textos de ação de graças, de lamentos, de louvores, de partilhas.
O pároco de São Julião da Barra considerou que este é um livro próximo, em que" todos nós nos vamos sentir retratados, "porque todos nós nos reconhecemos nestes sentimentos de alegria, dúvida ou medo."