Lançamento

18/Abr

«Imagens da Fé», de D. João Marcos

Ficha Técnica
Título: Imagens da Fé
Autor: D. João Marcos
Categoria: Temas de Fé
Formato: 15.00 cm x cm 23.00
Páginas: 128


Anunciar o Evangelho e explicar o catecismo ao homem moderno através da arte dos ícones constitui para o bispo D. João Marcos o que o Papa Francisco afirmou na Evangelii gaudium, n.º 167: «Significa mostrar que crer em Cristo e segui-l’O não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também belo, capaz de cumular a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações.» A motivação destas pinturas e dos textos que as acompanham é visualizar e oferecer a beleza dos mistérios cristãos a quem deseja mergulhar neles. Não são propriamente ilustrações de passagens evangélicas: são imagens querigmáticas, anunciadoras do Mistério de Cristo e da Igreja.

A respeito das suas obras de arte, afirma-se no Dicionário de História Religiosa de Portugal: «O pintor, e padre católico, João Marcos apresenta pintura retabular em locais públicos de culto, como as igrejas de Casais Brancos, Merceana, Albarraque, Penafirme e Benedita e capela do Seminário dos Olivais, na qual recria uma iconografia de raiz intemporal e essencialista, na tradição iconológica protocristã, com passagens eletivas pela iconologia bizantina, e por Giotto e por Cimabue.»

Na obra A Igreja e a cultura contemporânea em Portugal, Clara Menéres afirma: «As pinturas do Pe. João Marcos, quando de grande formato, são habitualmente composições de vários elementos. Mas o aspeto mais interessante do trabalho deste autor consiste na sua linguagem pictórica que se baseia nos ícones ortodoxos. Trata-se de uma atitude estética que merece reflexão, por ser uma tentativa de unir a tradição artística cristã, no que ela tem de mais espiritual, com uma expressão contemporânea. O tipo de composição, o desenho das figuras e até o cromatismo remetem para imagens que nos chegaram do Oriente e que se tornaram moda em toda a Europa.»

Alguns dos textos aqui apresentados já haviam sido publicados em edições de pouca dimensão, geralmente distribuídas na inauguração das obras. Foram aqui reunidos e, em muitos casos, retrabalhados profundamente. Outros foram propositadamente compostos para o presente livro. Não são descrições técnicas e estéticas exaustivas. Cruzam-se teologia e estética. Encontram-se pastoral e espiritualidade. Cada texto é um convite a entrar no Mistério representado em cada pintura. Cada obra fala-nos de Deus, de Jesus, da Virgem Maria, da Igreja, dos sacramentos e do homem contemporâneo em busca da fé.

André de Creta, no Sermão I, refere que «o mistério de Deus que Se fez homem e a consequente divinização do homem assumido pelo Verbo representam o compêndio perfeito dos benefícios de Cristo em nosso favor e o aniquilamento de toda a vã presunção da natureza humana».

Diz-nos o bispo D. João Marcos: «Foram estas palavras que me serviram de inspiração e me guiaram na estruturação e no desenvolvimento deste retábulo para a Igreja do Seminário de Penafirme, meditado e realizado entre 1988 e 1992.»

Este exemplo de Penafirme vale evidentemente para todos os outros trabalhos que este livro documenta.