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20/Out

- Comunidades em festa com a BÍBLIA na mão

Ao terminar o jubileu da misericórdia, o papa Francisco propusera que em todas as paróquias, uma vez por ano, se celebrasse um domingo dedicado «à difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura».

Em Portugal, o nosso País abriu-se com entusiasmo às festas (pré-anunciadas) do primeiro Domingo Bíblico nacional. Foi assim que no último domingo de setembro, 24, os peregrinos do famoso santuário de Nossa Senhora do Alívio em Vila Verde, Braga, receberam a novidade de celebrar o primeiro Domingo Bíblico nacional. Nas quatro Missas do fim-de-semana terão passado por lá uns 2.000 peregrinos à procura de alívio e consolação para seus corações e de seus familiares.

No final das quatro celebrações houve uma distribuição do Novo Testamento e dum caderno ilustrado em que se podia ver o esquema «de uma leitura quotidiana anual da Sagrada Escritura»; havia ainda um folheto explicativo sobre o significado do domingo bíblico nacional. A capa do caderno ilustrado sobre a Bíblia que foi distribuído ostentava uma fotografia do papa a distribuir Bíblias a partir da sua janela do Angelus dominical na Praça de São Pedro. Aí o Papa perguntou: «Quereis fazer-me feliz - Lede a Bíblia». Esta mesma pergunta, em nome do Papa, foi feita aos peregrinos do Alívio, e foi então que um eco enorme se fez ouvir através dos muros altos de todo o Santuário: «Sim, queremos»!

Mais ou menos a mesma celebração festiva foi repetida no domingo seguinte, dia 1 de outubro, na Sé de Lamego, com a presença do bispo D. António Couto, do bispo resignatário e do vigário geral da diocese. A Bíblia foi exposta diante de todos, suscitando a admiração dos fiéis. Este é um facto a pôr em realce: admira como a Bíblia é sempre novidade até mesmo no meio de fiéis que sempre foram católicos praticantes desde o seu batismo. Qual a causa? - A razão foi explicada por um notório intelectual português, Vasco Pulido Valente, que afirmou: «Bem sei que os Portugueses não leem a Bíblia nem sentem a necessidade de a ler. A ignorância dos católicos sobre a sua própria fé chega a ser inacreditável»: isto mesmo se pode ler no folheto que foi distribuído a todos os fiéis que participaram nas celebrações do Domingo bíblico.


Domingo bíblico nacional

Iniciativas também no resto do mundo

Na cidade de Vicenza (norte de Itália), que desde há 13 anos acolhe o Festival Bíblico, o Domingo da Palavra transitou para as periferias com o fim de atingir a todos que ao texto da Palavra nunca tinham tido acesso. «Escolheu-se um espaço público, o Teatro Cà Balbi, para encontros e reflexões sobre a Palavra com cinco dias de meditações, música e festa», assim nos explicaram pessoas do Centro Cultural São Paulo.

Na paróquia de Santa Cruz em Bérgamo, também participou o diretor da revista catequética Credere, o Pe. António Rizzolo. Durante a Missa fez-se o «envio» litúrgico dos Missionários da Palavra. Estes eram 23 catequistas de todas as idades aos quais foi confiada a difusão da Palavra através do livro da Bíblia, como empenhamento específico enquanto catequistas. Iriam ser animadores de grupos juvenis nos Oratórios diocesanos e operadores da caridade.

Na cidade de Alba, cidade do Beato Alberione onde deu origem à Família Paulista, a iniciativa foi a celebração dum Domingo da Palavra. No dia 17 de setembro, no Templo de São Paulo, celebrou-se a jornada diocesana dedicada à Escritura. O bispo presidiu nesse domingo à eucaristia concelebrada com muitos sacerdotes diocesanos e religiosos.

Mas a celebração do Domingo Bíblico não se limitou a uma esfera paroquial. O Domingo Bíblico conseguiu entrar também numa prisão através de alguns membros das Comunidades neo-catecumenais. Aos presos a equipa propôs um itinerário regular de catequese bíblica, a qual também prevê uma etapa de entrega e uso da Bíblia. Os voluntários explicam: «A nós compete gritar a Palavra de Deus, anunciando-a, e dizer que existe uma real possibilidade de renascer para uma vida nova através do perdão e do amor».

Mas quem melhor fechou o domingo bíblico foi o papa Francisco que, no dia 1 de outubro, visitava Bolonha. No final da Missa no estádio da cidade, fez-se a distribuição de um Evangelho a cada participante.